março 31, 2004
Paulo Portas solidário com a Coligação Açores
O Presidente do CDS-PP, Paulo Portas, manifestou aos líderes do CDS-PP Açores, Alvarino Pinheiro, e PSD Açores, Victor Cruz, a solidariedade nacional para com a Coligação Açores, este projecto vencedor da direita açoriana.
“O líder do PP garantiu este fim-de-semana aos dirigentes populares e social-democratas açorianos que se a "Coligação Açores" vencer as eleições regionais de Outubro o Governo central continuará fiel ao compromisso de uma "soberania sempre ao serviço da autonomia".
Depois de uma reunião em Angra do Heroísmo com Victor Cruz e Alvarino Pinheiro, líderes dos dois partidos da coligação (PSD e PP, respectivamente), Paulo Portas acrescentou "não existirem incompatibilidades" entre soberania e autonomia "mas complementaridade na busca de soluções que combatam a insularidade."
Sobre o encontro com os dirigentes da "Coligação Açores" explicou que aproveitou uma visita à ilha Terceira, na sua qualidade de ministro da Defesa, para "tomar café, a título pessoal, com dois amigos de longa data, que espera ver, em breve, no governo da região."
Destacou, também, "a vontade, a determinação e a eficiência" de Victor Cruz e Alvarino Pinheiro em relação "a um conjunto de problemas em que o Governo da República pode ajudar."
O líder do PSD/Açores afirmou, por seu lado, que se for presidente do próximo governo regional estará "garantido o diálogo cooperativo com o Governo de Lisboa, sem submissões mas em solidariedade."
Além de sublinhar que a aliança PSD/PP para as regionais de Outubro constitui "uma solução açoriana independente da realidade da República", Victor Cruz acusou o executivo socialista de Carlos César de "ter prazer em arranjar problemas com Lisboa".
In Diário Insular de 29 de Março de 2004
Também n' A União de 29 de Março de 2004
Posted by jepacheco at março 31, 2004 04:52 PM
Veiu cá disse que estava solidário e foi-se! "Ganda pêta"!!!!
Peta porque???? Até parece que ele é o único a fazer isso.
Não se trata de ser o único, ou não ser o único. Trata-se de uma enorme desonestidade e não se pode ficar calado e engolir atitudes dessas, que lembram os velhos tempos do Portugal colonial e colonialista. Nem tudo o que se diz ou faz tem de ser partidário. Há também uma coisa que se chama amor à terra e defesa dos seus valores, que não tem que ter obrigatóriamente conotação política.
Com tanto amor à terra e defesa dos seus valores já começo a suspeitar que é militante do CDS-PP. Não leve a mal, é brincadeira.
Cara Maria do Céu, aqui para nós, que ninguém nos ouve, esta coisa das colónias correu mal com o tal de Mário Soares, o mesmo que vai negociar com os terroristas. As pessoas esquecem estas coisas, mas não é para si, apenas para registar e não esquecer.
Não sou, nem nunca fui, militante de nenhum Partido, para sua informação. Mais lhe digo que, se algum dia decidisse sê-lo, nunca seria do CDS-PP. Há demasiada intolerância e os princípios básicos da Direita não me agradam. Por uma questão de convicção e de educação, estou mais situada à Esquerda. Mas não me leve a mal. Acredite que, apesar disso, sou boa pessoa e não sou capaz de fazer mal a uma mosca!
Quanto à colonização e à descolonização, ao contrário de si, esperava que muita gente nos ouvisse(!). Eu pertenço a uma geração que "serviu" de carne para canhão na defesa do "Ultramar", que vos é tão caro! Por isso, não discuto consigo nem com ninguém esse assunto.
Cara Maria do Céu, quanto aos princípios básicos, não posso fazer nada, cada um concorda com o que lhe é mais próximo, mas quanto à intolerância, já chega deste fantasma que a direita é intolerante, racista, homofóbica, xenófoba, etc.
Eu sou de direita, sempre o fui, e pretendo continuar a ser, mas não me identifico em nada com esta suposta intolerância. Curiosamente, todas as pessoas que conheço da minha área política também não o são. Se algum dia um dos meus muitos amigos de direita demonstrassem algum indício desta intolerância, garanto que nunca teriam a minha amizade.
A minha formação cristã não permite tais atitudes, ou pensamentos, nem me permite aceitar por parte dos outros marginalizações do ser humano quer seja pela pele, origem ou orientação sexual.
Cada um nasce como é e temos todos de o respeitar pela diferença. A isto chamo princípio Humanista.
Eu nasci com deficiência visual, ou seja, vejo menos que a maior parte das pessoas. Por tal facto, não me considero normal, nem admito que me queiram fazer de “olhos de águia”, fingindo que vejo como as outras pessoas. Infelizmente é o que mais por ai anda, fazer da diferença uma normalidade que a mim não passa de falsa caridade.
As diferenças devem ser respeitadas como tal e não como uma “moda”.
A sua opção pela esquerda tem e sempre terá o meu respeito, ou isto também deixava de ter graça se pensássemos todos por igual. Claro que qualquer ser humano prefere ter mais semelhantes que pensem como ele. Isto é bom, enriquece a democracia.
Quanto à colonização e à descolonização, realmente é um tema que marca negramente o nosso passado. Não vamos discutir tais actos, por agora.